Data atual:26 de janeiro de 2021

Antártida: 8 Mistérios encontrados sinistros

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Com 14 milhões de quilômetros quadrados quase totalmente inabitados, a Antártida é o continente mais isolado do nosso planeta. E como é de se esperar de um local tão longínquo e frio, ali estão uma infinidade de segredos esperando para serem descobertos.

GELEIRA QUE SANGRA

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Apesar da Antártida não ser assim muito procurada por turistas, um punhado de aventureiros viaja todos os anos para conhecer o lugar mais frio do mundo. E um dos pontos turísticos mais famosos do continente é a chamada “geleira que sangra”.

Demorou um pouco para que a ciência entendesse o que de fato era o líquido vermelho, mas hoje já temos as respostas. O que parece sangue é na verdade uma mistura entre o óxido de ferro, produzido por 17 espécies de bactérias que só vivem dentro dessa geleira, e a água salgada.

Essa combinação, que não existe em nenhum outro lugar, acaba criando uma cena que se encaixaria bem em um filme de terror. Além de secretar a estranha substância, essas bactérias são incrivelmente resistentes. Vivem sem luz nenhuma, a 7 graus negativos e suportam uma pressão 40 vezes maior que a normal, causada pelo peso da geleira.

BACTÉRIAS PERIGOSAS

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As responsáveis pelo líquido vermelho não são as únicas presentes no ambiente gélido da Antártida, tampouco as mais perigosas. Vários estudos feitos no solo apontam para a presença de uma infinidade de microorganismos, muitos dos quais não são encontrados em qualquer outro lugar do mundo.

E para os cientistas, a presença desses seres pode representar um perigo para a humanidade, se não soubermos como lidar com eles. Algumas bactérias presentes no solo antártico tem mais de 400 mil anos de idade, e ainda não são totalmente conhecidas. Que tipo de perigo elas poderiam oferecer para os seres humanos?

O que é mais assustador é que não fazemos a menor ideia do que aconteceria se elas se espalhassem pelo mundo. E com o aquecimento global derretendo cada vez mais geleiras, pouco a pouco podemos estar abrindo uma espécie de “caixa de pandora”, liberando no meio ambiente microorganismos que ficaram por milhares de anos escondidos abaixo do gelo, e que ninguém sabe ainda o risco que podem oferecer.

PIRÂMIDE

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Há mais ou menos 10 anos, a Internet foi tomada de notícias bombásticas que tratavam sobre a descoberta de uma pirâmide na Antártida. Para os mais sensacionalistas, a descoberta poderia mudar a forma como enxergávamos a história da humanidade.

Mas a verdade por trás da pirâmide é menos empolgante. Isso porque a estrutura não foi erguida por uma civilização antiga, muito menos alienígena, e sim é o resultado de um fenômeno que sequer tem tradução: nunatak.

É apenas um pico rochoso que se sobressai a partir de uma massa de gelo, moldado pela erosão após milhares de anos. Além disso, a formação não foi descoberta recentemente. A pirâmide congelada foi vista pela primeira vez em 1910, durante uma expedição.

ANTIGAS FLORESTAS

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Quem vê todo aquele gelo, que se estende até onde os olhos podem alcançar, dificilmente imagina um cenário tropical onde a vida florescia em abundância. Mas isso aconteceu. Debaixo de todo o gelo, foram descobertas folhas fossilizadas, bem como pequenos pedaços de troncos.

Essas evidências indicam que em algum momento da história, a Antártida já teve florestas. A teoria mais aceita é que o continente foi o lar de ecossistemas quentes e pantanosos há 90 milhões de anos, época marcada pelo auge dos dinossauros.

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As descobertas sugerem que a Antártida via temperaturas médias em torno de 12 graus. Esse clima mais quente revela que não existiam calotas de gelo na época. Em vez disso, o continente estava coberto por um denso crescimento da vegetação mantida por fortes chuvas. Isso significa que, se o continente era quente antigamente, o resto do planeta era muito mais.

DEDO GELADO DA MORTE

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São dos oceanos que brotam muitas das coisas mais assustadores que conhecemos, e o oceano antártico não foge à essa regra. O brinicle é um fenômeno raro, semelhante a um “tornado subaquático”. Ele é chamado de “dedo da morte” porque deixa consequências devastadoras por onde passa, congelando tudo o que há ao seu redor. Literalmente, tudo.

Ele acontece apenas durante o inverno polar na Antártida, época em que a temperatura acima do mar cai para menos de 40 graus negativos, bem mais frio do que a água do oceano, cuja temperatura gira em torno dos 2 graus abaixo de zero. Nessas condições, o congelamento da superfície da água acaba formando uma espécie de “gelo poroso” repleto de “canais internos”.

Assim, a água salgada do mar acaba passando por esses canais, fazendo com que a água menos fria suba e a mais fria desça, por conta de sua densidade. O resultado é que, quando sai do “canal”, a água acaba congelando, aumentando milimetricamente a estalactite. Quando o mar está calmo, essa formação não é quebrada e o “dedo da morte” vai crescendo ao ponto de tornar-se autossuficiente, até chegar ao fundo do mar.

LAGOS SUBTERRÂNEOS

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Pode parecer estranho, mas sob a espessa camada de gelo da Antártida é possível encontrar vários lagos subterrâneos. Desde os anos 70, pesquisadores já mapearam mais de 400 corpos d’água que não se congelam, mesmo abaixo de tanto gelo.

Isso acontece por conta da pressão exercida pelas geleiras. Estima-se que esses lagos se formaram há cerca de 20 milhões de anos, quando o continente antártico se separou do supercontinente de Gondwana. E mesmo há tanto tempo abaixo do gelo, esses lagos possuem uma temperatura média de 3 graus negativos.

Esses lagos subterrâneos são um campo a ser explorado, uma vez que pesquisas revelaram a presença de organismos que conseguem sobreviver a partir do metano e amônio, mesmo sem receber a mínima luz solar.

MÚSICA DO GELO

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Totalmente por acaso, enquanto estudavam outros assuntos, cientistas descobriram que a plataforma de gelo Ross cria uma espécie de “música” quando em contato com o vento. A passagem de ar pela plataforma causa um tipo de vibração que, naturalmente, não é audível para os seres humanos.

Mas com a ajuda de sensores sísmicos, é possível amplificar o som e apreciar essa melodia da natureza. O som muda conforme a intensidade do vento, e pode também variar na presença de tempestades e outros fatores, como o derretimento do gelo na Antártida.

A descoberta dessas vibrações foi importante não apenas a título de curiosidade, mas também pelo fato de que é possível analisar em tempo real a situação da plataforma de gelo, inclusive tendo como monitorar os riscos de deslizamentos.

MONTE ÉREBO

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Para terminar, o imponente Monte Érebo, um estratovulcão que fica na ilha de Ross, com nada menos que 3.800 metros de altitude. O vulcão vem apresentando constante atividade desde os anos 70, e vez ou outra é possível encontrar vestígios de lava no gelo ao redor.

Em 2013, um time de pesquisadores conseguiu escalar o monte, descobrindo uma série de microorganismos vivendo no solo ao redor do vulcão. Esses seres vivos, sem dúvida, estão entre as criaturas mais extremas do nosso planeta.

E foi o mesmo monte o protagonista do único desastre com um avião comercial na Antártida. Em 28 de novembro de 1979, uma aeronave de turismo da Nova Zelândia com 257 pessoas a bordo colidiu de frente com o vulcão. Não houve sobreviventes.

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