Data atual:27 de outubro de 2020

A Serpente Enorme que Amedrontou o Mundo

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Na Amazônia pré-histórica vivia uma criatura monstruosa que fazia até mesmo outros predadores morrerem de medo. A Titanoboa foi a maior cobra do mundo, capaz de engolir um crocodilo inteiro, e surgiu após a extinção dos dinossauros, causada pelo queda de um meteoro no que hoje é a Península de Yucatan, no México. Confira então: A Titanoboa, um dos maiores e mais temidos predadores que já habitou o planeta Terra.

Ofidiofobia. Esse é um dos medos mais comuns: o de serpentes. Venenosas ou não, elas sempre despertaram sentimentos de angústia e pavor em muitas pessoas. No mundo todo, existem por volta de 2930 espécies de cobras. O Brasil abriga 321 delas, aproximadamente 10% do total. Mas se essas pessoas que tem ofidiofobia vivessem na região amazônica há mais ou menos 50 milhões de anos atrás, elas teriam ainda mais motivos para ficarem preocupadas. A titanoboa era uma serpente monstruosa que chegava a 14 metros de comprimento, 1 de diâmetro e pesava até 1 tonelada e meia.

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Fósseis da titanoboa foram encontrados apenas na amazônia colombiana em 2009. A cobra gigante dominou o período Paleoceno, e se estabeleceu como o principal predador por pelo menos 10 milhões de anos, segundo a datação dos fósseis realizada pelos pesquisadores. Ela gostava de emboscadas, mantendo-se à beira dos rios com os olhos e as narinas atentos. Na hora do bote, movia-se a mais de 3 metros por segundo, enrolando-se na vítima até imobilizá-la e esmagá-la. As mandíbulas não eram rigidamente ligadas, fazendo a cobra abrir a boca num ângulo de até 180 graus, o que permitia que ela engolisse presas até 4 vezes maiores que o tamanho de sua cabeça. Numa “pratada” só, a titanoboa conseguia mandar pra dentro até uma tonelada de comida – cerca de dez vezes mais que a refeição média de um tiranossauro rex. Depois de engolir tudo, ela passava até um no imóvel fazendo a digestão. A titanoboa não era venenosa, mas ainda assim aterrorizava crocodilos e tartarugas gigantes, suas refeições preferidas.

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Esses monstros pré-históricos viviam até 30 anos, e acredita-se que a fêmea gerava de 10 e 80 filhotes de uma vez – que já nasciam prontos para caçar. O tamanho descomunal da Titanoboa, provavelmente, era derivado do clima. Como as cobras não conseguem regular internamente a sua temperatura corporal, elas tendem a ser menores em climas mais frios e maiores em climas mais quentes. E a temperatura do ar nas florestas tropicais daquela época podia facilmente ultrapassar os 40 graus.

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Mas o que pode ter provocado a extinção de uma serpente tão grande? Mesmo sem predadores conhecidos, como foi o caso do megalodonte, um animal pré-histórico gigante está sujeito principalmente às alterações em seu habitat. Embora os cientistas não possam afirmar com certeza porque a titanoboa desapareceu, uma das teorias aponta para um resfriamento global ou a escassez de alimentos. Felizmente, hoje em dia nem as maiores cobras, como a sucuri chegam perto do tamanho da titanoboa.

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