Data atual:15 de junho de 2021

Tokamak e o Sol Artificial

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TOKAMAK: Em um planeta cada vez mais tomado pela poluição, a produção de energia sustentável é um dos nossos principais desafios. Há muito tempo, o desenvolvimento da nossa sociedade ocorre às custas do meio ambiente, poluindo, destruindo e causando danos irreversíveis ao nosso próprio planeta. Mas nem tudo está perdido, e uma novidade em terras asiáticas pode mudar o rumo das coisas.

Tokamak, o Sol Artificial

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A China, que figura no topo da lista dos países que mais poluem, deu recentemente um passo à frente na luta por uma energia mais limpa. Eles ativaram um novo reator de fusão nuclear, chamado de ‘Tokamak’, e apelidado carinhosamente de “Sol Artificial”. Se você nunca ouviu falar sobre fusão nuclear, a gente explica: Estamos falando de um processo pelo qual dois ou mais núcleos atômicos entram em fusão – ou seja, se unem -, formando outro núcleo com um número atômico maior. Como você deve se lembrar das suas aulas de química, o número atômico representa a quantidade de prótons no núcleo.

A Fusão

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Essa fusão costuma exigir muita energia para acontecer. Mas, em contrapartida, gera mais energia do que consome. É exatamente esse tipo de reação que faz com o que o Sol permaneça sempre queimando e produzindo energia, e é por isso que a máquina vem sendo apelidada de ‘Sol Artificial’. Para se ter uma ideia, o Tokamak pode alcançar até 150 milhões de graus Celsius, uma temperatura que excede em dez vezes a do núcleo de nossa estrela. Como você já deve ter imaginado, um dos principais desafios do projeto foi encontrar uma forma de isolar todo esse calor – afinal, nenhum material é capaz de suportá-lo.

O Santo Graal

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Para isso, a solução foi usar um poderoso campo magnético criado por bobinas, capazes de manter o plasma super-aquecido isolado dentro de uma câmara de 840 metros cúbicos. A fusão nuclear é considerada o Santo Graal da energia.

É, afinal, o oposto do processo de fissão usado em armas atômicas e centrais nucleares, que divide os átomos em fragmentos. Ao contrário da fusão tradicional, a fusão nuclear não gera lixo radioativo e portanto traz menos riscos, além de não produzir nenhum gás de efeito estufa. E o melhor, a energia é infinita. O problema é o custo e a tecnologia necessários para manter um projeto como esse viável. Mas os chineses não estão sozinhos. Embora eles já tenham ligado e testado com sucesso o Tokamak, um projeto semelhante, mas ainda maior, chamado ITER, e coordenado pelos países da União Europeia, está sendo erguido no sul da França, a um custo total de 18 bilhões de euros.

Tokamak ITER

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O Tokamak do ITER terá 60 metros de altura, e o seu peso somado a uma fundação antiterremoto chegará a 400 mil toneladas. Sua operação deve começar somente em 2025, mas talvez ainda sejam necessárias décadas para que a fusão nuclear deixe de ser uma energia do futuro e passe a ser uma realidade para a maior parte das nações.

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