Este cara parou de cobrar seus clientes e veja o que aconteceu


O cara aqui da foto com este bebezinho fofíssimo é o Web Designer chamado Adrian Hoppel, que anos mais tarde começou a perceber que a forma como trabalhava era “tóxica” pra ele. A história dele provavelmente vai te incomodar e te fazer questionar e criticar, mas pra ele isso foi possível e ele vive muito bem assim.

Web Designer Adrian Hoppel
Foto Adrian Hoppel.

A história do Adrian (um homem rico de espírito)

Há algum tempo, já com a responsabilidade de pai (tem 4 filhos) e de marido, Hoppel decidiu fazer uma mudança brusca em sua vida, ele parou de cobrar um valor específico pelo seu trabalho, ao invés disso ele começou a usar a filosofia da “economia de oferta”, ou “economia de doação”.

Mas será que isso é o suficiente para transforma o Adrian em um homem rico de espírito? Continue lendo…

Essa é uma forma de organização social que existiu e existe em algumas sociedades na qual “os membros fazem doações de bens e serviços valiosos, uns aos outros, sem que haja, formal ou explicitamente, expectativa de reciprocidade imediata ou futura, como no escambo ou num mercado”. No caso dele foi mais ou menos assim, ao invés de cobrar um valor específico por projeto, ele ficou mais próximo do cliente, para fazer seu serviço da melhor forma possível e da forma como o cliente queria, e o cliente dava o que quisesse em troca do projeto completo.

Algo que o cliente achasse que fosse equivalente ao trabalho que Adrian teve. Acontece que ele começou até a ganhar mais do que ganhava antes.

A maioria dos clientes me pagam em dinheiro, e o pagamento é mais do que eu jamais havia ganho quando trabalhava da forma tradicional, que se baseava na negociação, enquanto a economia de doação é baseada em respeito mútuo e justiça.

Trabalhar pelo modelo de economia de doação não significa que trabalho de graça, ou que estou fazendo de qualquer jeito, significa que as pessoas estão confiando em mim para construir seus sites, e eles confiam em mim a ponto de me darem o suporte que acharem necessário.

Confiança vem através da troca justa, não do HTML, ou da simples troca de dinheiro. A proposta é a ajuda mútua, sem pensar apenas no lucro ou apenas em retorno financeiro. O objetivo é criar uma comunidade que acredita e confia em mim e nos meus serviços, sem se preocupar com as margens de lucro, porque no fim das contas eu vou receber o maior pagamento de todos: a confiança nas pessoas de que elas são honestas, justas, e generosas.

Antes de seguir, veja essas dicas de como ganhar dinheiro e muito mais.

HuffPost (onde vi a matéria) – Vamos começar com o básico: Quando você começou com esse modelo de serviço e por que decidiu começar?

Adrian – Eu comecei a trabalhar assim em 2012. O porque de ter começado a trabalhar assim é uma longa história. Eu percebi que trabalhar no modelo tradicional é muito tóxico.

Por uma década eu trabalhei numa empresa tradicional e eu alcancei o que os outros chamam de “ser bem sucedido”. Eu me tornei vice-presidente da empresa com meus “20 e pouco”, administrei grandes contas, vesti ternos caros, tive viagens de negócios internacionais, um salário excelente, e muita aquisição material.

Mas eu me senti horrível, fora de mim. Todos os dias eu me sentia como se eu estivesse indo para o trabalho como um ator, usando meu traje sob medida e recitando minhas falas ensaiadas, e depois voltava para casa e tentava me reconectar com a pessoa que eu queria ser. Ficou cada vez mais difícil manter a aparência para o próximo show.

Eu sempre fui um empreendedor no coração, e eu sempre quis trabalhar para mim. Percebi que a única maneira que eu poderia evitar que a desconexão entre o trabalho e a vida era encontrar uma maneira de trabalhar para mim de uma forma que me sentisse bem. Em janeiro de 2012 um grande amigo meu insistiu que eu lesse “Sacred Economics“, de Charles Eisenstein – e este livro foi simplesmente maravilhoso.

Eu estava, até então, com o cabelo curto, terno extravagante, jargão de negócios e escritório, onde estou agora , trabalhando num armazém renovado, usando o que eu quiser, deixando meu cabelo crescer o quanto quero, fazendo a barba quando eu quiser, e fazendo algo que eu realmente amo fazer… Meus velhos amigos dizem: “Você mudou!”

E eu não mudei, eu apenas acordei, eu me encontrei, e eu comecei a gostar de mim novamente.

HP – Alguém já não te pagou?

A – Não, todo mundo me paga de alguma forma que valha a pena. A maioria das vezes é em dinheiro, porque é a forma mais fácil de pagar.

Uma coisa que aprendi é que quando você dá a oportunidade para as pessoas, elas te recompensarão da melhor forma.

Por mais que isso possa soar irreal para a maioria das pessoas que lerem a matéria, isso é real, e é muito válido. Na nossa sociedade onde as pessoas fazem seus serviços de qualquer forma e esperam apenas pelo que ganharão em troca é muito bom que as pessoas pratiquem a generosidade, e reconheçam o trabalho dos outros.

Fonte: HuffPost

Autor: Lucio Flávio

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