Data atual:2 de dezembro de 2020

As 5 Explosões consideradas Históricas

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Não importa a causa, explosões são violentamente impressionantes e assustadoras. Ao longo da história, foram muitas as explosões que chamaram atenção do mundo pela magnitude, poder de destruição e consequências. (OBS: Essa lista não segue uma ordem definida de gravidade ou fatalidades).

CHERNOBYL

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Quando o reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na extinta União Soviética, explodiu em 26 de abril de1986, se dava início o maior desastre nuclear da história. A explosão, que arrancou a tampa de 2 mil toneladas do reator, lançou pelo ar 400 vezes mais precipitação radioativa do que a bomba de Hiroshima, contaminando mais de 200 mil quilômetros quadrados da Europa. Cerca de 600 mil pessoas foram expostas a altas doses de radiação e mais de 350 mil tiveram que ser evacuadas das áreas contaminadas, mas por causa da tentativa de encobrimento do governo, essa evacuação só aconteceu no dia seguinte após a explosão, o que ajudou a aumentar o número de contaminados pelas partículas radioativas.

EXPERIÊNCIA TRINITY

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Também conhecida como ‘Trinity Blast’, essa detonação dava início a um capítulo sombrio da história da humanidade: o das bombas nucleares. Em 16 de julho de 1945, uma ogiva era detonada nas proximidades de Alamogordo, no Novo México, Estados Unidos. Para muitos, esse teste conduzido pelo governo norte americano foi crucial para o desenvolvimento da tecnologia da bomba utilizada em Nagasaki, no Japão. Isso porque o mesmo tipo de plutônio utilizado na bomba detonada no Novo México foi usado posteriormente no ataque aos japoneses. A explosão teve uma força de cerca de 20 quilotons de TNT. Mais tarde, cientistas descobriram que civis no Novo México podem ter sido expostos a milhares de vezes o nível recomendado de radiação.

EXPLOSÃO DE TUNGUSKA 

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Muito antes das ameaças nucleares, uma região remota da Sibéria era palco de uma das explosões mais misteriosas que se tem registro. Em 30 de junho de 1908, 30 milhões de árvores caíam e transformavam a gélida paisagem siberiana, e não deixavam nenhuma pista do que podia ter acontecido. Estimativas sugerem que a explosão foi cerca de mil vezes mais potente do que a provocada pela bomba detonada em Hiroshima, ao término da Segunda Guerra Mundial. Felizmente a explosão aconteceu em uma região desabitada, e não provocou nenhuma fatalidade. E dessa vez, a destruição não foi causada pelos humanos. A origem da explosão veio do espaço. Ainda há debates, mas a teoria mais aceita é que um cometa ou meteoro explodiu antes se chocar com a Terra, e por isso o evento não deixou nenhuma cratera.

EXPLOSÃO NO MONTE TAMBORA 

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Em 1816, grande parte do Hemisfério Norte não teve verão. O céu ficou o ano todo cinzento e repleto de dióxido de enxofre. Com isso, um frio sem precedentes assolou plantações, causando fome, epidemias e um aumento generalizado na mortalidade. A causa? Um ano antes, entre os dias 5 e 10 de abril, uma erupção no Monte Tambora, na Indonésia, expeliu cerca de 180 quilômetros cúbicos de lava, sendo a maior erupção vulcânica já registrada. O vulcão vomitou uma quantidade colossal de fluxo piroclástico – uma mistura de fragmentos de rocha e lava. Avançando pelas encostas a mais de 700 km/h, a enxurrada incandescente chegou a 500 graus e pode ter carbonizado 10 mil pessoas em seu caminho de descida. Mais tarde, tsunamis inundavam todas as cidades costeiras, e a destruição ia além do que os olhos podiam ver. A explosão foi ouvida a 2 mil quilômetros de distância, na Ilha de Sumatra, e fez mais de 70 mil vítimas mortais.

EXTINÇÃO DO CRETÁCEO-PALEOGENO 

As 5 Explosões consideradas Históricas 31

Há cerca 66 milhões de anos, muito antes dos primeiros seres humanos, um asteroide de cerca de 10 quilômetros de diâmetro atingiu a península de Yucatán, no México. Os dinossauros, que haviam dominado a Terra por 200 milhões de anos, foram extintos. Mas não foram só eles. Algo entre 64 a 85% de todas as espécies sumiram do planeta. O impacto do meteoro liberou energia equivalente à da explosão de 5 bilhões de bombas atômicas de Hiroshima, o que corresponde a cerca de 100 mil gigatons de TNT. Um impacto desses levantou poeira e terra suficientes para tapar a luz do Sol durante anos, matando assim a maior parte das espécies vegetais que necessitavam fazer fotossíntese para viver. Sem os vegetais, os dinossauros herbívoros acabaram morrendo de fome e, sem esses, os dinossauros carnívoros também se foram. Essa reação em cadeia teria causado a extinção da maior parte da vida no planeta.

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