Data atual:27 de outubro de 2020

2 Extremos Fatais e como Nosso corpo Reage a eles

Publicidade:

Dependendo de como você olha para ele, o corpo humano é uma das coisas mais vulneráveis ​​que existe, ao mesmo tempo que também é uma das mais resistentes. É verdade que podemos fazer coisas incríveis – curar onde antes estávamos sangrando, atacar e destruir invasores microbianos hostis, até mesmo costurar nossos próprios ossos novamente. Mas, apesar de nossas muitas habilidades, ainda somos muito delicados quando você considera o mundo ao nosso redor. Há muitas coisas por aí que podem representar o nosso fim em um piscar de olhos. Confira então: 2 Extremos mortais e como reagimos a eles.

1- PRESSÃO 

2 Extremos Fatais e como Nosso corpo Reage a eles 17

Estamos sempre sob pressão, mas não percebemos. Ouvimos falar da pressão do ar na previsão do tempo, mas na verdade temos nossa própria pressão em espaços cheios de ar do nosso corpo, como pulmões, estômago e ouvidos. Nossa pressão interna é geralmente igual à pressão do ar externo, e por isso ficamos desconfortáveis ​​sempre que nos aventuramos para longe do nível do mar, quando nossa pressão interna não é mais igual à pressão ambiente. É por isso que nossos ouvidos doem quando um avião sobe para a altitude de cruzeiro ou quando mergulhamos muito fundo na água.

A apenas alguns metros abaixo da superfície, a pressão da água já é muito grande para que os músculos se expandam e contraiam e nossos pulmões funcionem normalmente, sendo muito difícil respirar. Alguns metros sob a água ainda não são suficientes para causar  danos sérios, mas em uma profundidade de 30 metros, a pressão já e 4 vezes maior do que na superfície. Nesse ponto, o tecido esponjoso do pulmão começa a se contrair, o que deixa você com apenas um pequeno suprimento de ar que foi inalado na superfície. Nosso corpo responde a isso contraindo os membros, e mais sangue é enviado para o cérebro. Esse sangue extra expande os vasos sanguíneos do tórax, o que equilibra um pouco a pressão da água externa. Durante os mergulhos mais profundos, a frequência cardíaca de um mergulhador pode cair para apenas 14 batimentos por minuto. Isso é 3 vezes mais baixo do que uma pessoa em coma. Eventualmente, os pulmões entram em colapso, e a pessoa vem à óbito instantaneamente.

Ainda não existe um limite determinado em que podemos sobreviver, mas a maioria dos mergulhadores profissionais livres nunca passa de 120 metros de profundidade.

PUBLICIDADE

2- ACELERAÇÃO 

2 Extremos Fatais e como Nosso corpo Reage a eles 18

Você gosta de montanhas-russas? Sabem por que elas proporcionam uma experiência emocionante e cheia de adrenalina? Muitos citam as altas velocidades e inversões, mas na realidade, é a aceleração do carrinho que realmente cria a experiência. Os projetistas de montanhas-russas não podem simplesmente lançar corpos humanos em alta velocidade – eles também devem calcular cuidadosamente as forças G em ação para garantir que a montanha-russa seja segura.

Apesar de fornecerem diversão, as forças G também são um adversário formidável para o corpo humano, capaz de nos deixar inconscientes em poucos segundos e até nos matar. As forças G, abreviação de forças gravitacionais, agem sobre nós muito mais do que você provavelmente pensa. Sempre que você acelera ou desacelera, elas estão lá. Quando o carro freia bruscamente ou quando um avião decola. Mas essas forças são capazes de ficar muito mais intensas; pilotos de caça e astronautas que o digam!

O perigo com as forças G reside em dois pontos. O primeiro é o fato de que nosso corpo é flexível e macio. Embora temos ossos, somos feitos de mais de 70% de água, com apenas uma fina camada de pele protegendo muitos órgãos. Lidar com forças G horizontais agressivas pode resultar em ossos quebrados, deslocamento de órgãos e rompimento de vasos sanguíneos. Faz sentido; quanto mais altas as forças G, mais peso estamos essencialmente colocando sobre nossos corpos. Quando se trata de forças verticais, o perigo fica ainda maior. Elas podem conduzir o sangue para os pés e para longe do cérebro, que precisa de sangue para se manter ativo. Quando isso acontece, o coração começa a bater cada vez mais rápido para tentar desafiar a força gravitacional e bombear sangue para o cérebro, até que em certo momento, ele não tem mais forças, e para. Quando estamos parados, apenas 1G está agindo sobre nós, e é difícil calcular o nível exato de força G que mataria um humano. Uma montanha-russa pode produzir até 6,3G, e só é administrável porque dura apenas alguns segundos. Os pilotos de caça podem ter que suportar até 8 ou 9 Gs enquanto usam roupas especiais comprimidas, projetadas para manter o sangue na parte superior do corpo e evitar desmaios.

Publicidade: